Ped Expert

Como impor limites na relação entre um profissional de saúde e um paciente?

Olá, Ped Experts! Como vocês estão?

Preparei um conteúdo muito importante para a jornada de trabalho de um profissional de saúde! Muitas vezes temos dificuldades para impor limites com alguns pacientes. Por isso, embaso este texto em dois artigos publicados na base de dados da Scielo, e me pauto no lado sensitivo, de análise do paciente e de seu acompanhante como um todo. 

A relação entre médico e paciente é fundamental para o paciente sentir-se seguro e confiante para enfrentar seu tratamento. É importante que o profissional da saúde tenha uma postura que crie uma relação baseada no respeito e no acolhimento. É indispensável que o profissional de saúde ouça atentamente e olhe nos olhos do paciente

Em Pediatria, a relação médico-paciente tem peculiaridades próprias, afinal, por mais que o doente seja uma criança, o paciente acaba sendo o pai, a mãe ou o cuidador. Na realidade, é com a mãe ou o pai a quem o médico constrói a relação médico-paciente, de fato. 

Por ser uma relação de três termos, a complexidade é maior, pois a criança é quem sente, a mãe fala sobre, e o médico pensa e toma as medidas necessárias.

Na literatura norte-americana, as maiores causas de insatisfação dos pacientes estão relacionadas a dificuldades de acesso ao atendimento (horários, disponibilidade de consultas, tempo de espera, forma de pagamento) e conduta do médico (atenção recebida, competência, falta de calor humano, termos não familiares e falta de explicações adequadas da doença e do tratamento instituído). Em nosso meio, as críticas ao atendimento vão depender das condições socioeconômicas da clientela, tipo de acesso (ao Sistema de Saúde Público ou Privado).

No entanto, como profissionais de saúde, também temos nossas insatisfações quanto ao posicionamento dos pais e responsáveis de nossos pacientes. 

Está certo que a dor, ou a inflamação não avisam o horário de sua chegada. Por isso, como pediatras, nos disponibilizamos para auxiliar os pais em momentos de urgência. No entanto, precisamos ressaltar que nossa relação deve ter um limite. 

À guisa de exemplo:

↳ Se você desejar tirar férias, com seus familiares, por exemplo, deixe um médico à disposição de seus pacientes, para que você consiga descansar. Mas, saiba que os pacientes mais graves devem continuar sendo assessorados por você, mesmo que à distância. 

↳ Se você achar que a mãe está mandando mensagem em excesso, sendo que o filho dela se apresenta em período de melhora, converse com ela, explique para ela que o nível de preocupação em excesso que ela apresenta pode prejudicar a saúde dela, por conta do estresse acumulado. A melhor coisa a se fazer é esperar o tempo necessário para que o sistema imunológico da criança tenha um bom resultado.

↳ No caso de consultas, se você notar que determinada família quer que a consulta dure mais que o tempo necessário, é importante investigar se os pais estão fazendo isso porque querem desenvolver confiança com você para entrar num assunto  familiar, voltado às alterações biopsicossociais relacionadas à amamentação, ou à problemas de violência doméstica, ou algo do tipo. Caso contrário, se a família estiver achando cara a consulta e quiser ficar mais que o período necessário de atendimento, é interessante você ter uma postura cordial e expressar para os responsáveis que você está cumprindo o seu trabalho com excelência, e que não há necessidade de aumentar o período da consulta.

Bom pessoal, por hoje é só! Espero que tenham gostado! 

Não deixem de compartilhar este conteúdo com seus colegas de trabalho! 

Tags :
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